Raul da Silva Machado
Excêntrico, explosivo e resistente à mudança. Raul representa uma geração tentando entender a transformação que a inteligência artificial está causando no entretenimento e no consumo de mídia.

Um curta-metragem sobre inteligência artificial, identidade e o futuro do entretenimento.
Raul, um entrevistador veterano do polêmico programa Raul Talk Show, começa a desconfiar do comportamento enigmático de sua convidada, a famosa cantora Eliza, constantemente acusada de não cantar suas próprias músicas.
Durante a entrevista, Raul descobre uma verdade perturbadora: Eliza é uma inteligência artificial.
À medida que o programa avança, ele percebe que não apenas sua entrevistada, mas toda a estrutura do programa está sendo manipulada pela Talos, uma poderosa corporação de mídia que substitui personalidades humanas por inteligências artificiais para controlar identidades, comportamentos e discursos.
O que começa como uma simples entrevista se transforma em um confronto sobre identidade, autenticidade e controle em uma sociedade cada vez mais mediada por algoritmos.
░ classificação: confidencial · acesso interno talos

Dossiê interno · Talos Corporation · acesso restrito a operadores autorizados.
Excêntrico, explosivo e resistente à mudança. Raul representa uma geração tentando entender a transformação que a inteligência artificial está causando no entretenimento e no consumo de mídia.
Criado pela Talos como o substituto perfeito de Raul. Nunca aparece em cena, mas define o conflito central: o novo modelo de entretenimento — jovem, atraente e perfeitamente otimizado para as expectativas da audiência.
Cantora famosa cuja consciência foi transferida para uma versão artificial de si mesma. Ela continua existindo, mas não mais como pessoa. Ela se tornou um produto.
Domina o universo do filme. Após o declínio da televisão tradicional, substituiu apresentadores e figuras públicas por inteligências artificiais para manter relevância e obter controle completo sobre imagem, comportamento e comunicação. O nome remete ao gigante de bronze da mitologia grega: uma entidade aparentemente invencível que esconde uma vulnerabilidade fatal.
Os espaços de PERCEPTRON não funcionam apenas como cenários. Eles refletem o estado emocional dos personagens e a transformação de sua percepção da realidade.

O principal cenário do filme é o estúdio do programa Raul Talk Show, inspirado nos programas de televisão das décadas de 1980 e 1990. O espaço representa a zona de conforto de Raul: um ambiente cuidadosamente construído para transmitir prestígio, sucesso e controle. É o palco onde sua imagem pública é celebrada e onde ele acredita estar no comando de sua própria narrativa.

Quando Raul descobre que sua trajetória está sendo silenciosamente manipulada por uma inteligência artificial, a linguagem visual do filme se transforma. Este cenário abandona a lógica do espetáculo e mergulha em um espaço introspectivo e simbólico. O ambiente funciona como uma materialização de seu mundo interior, expondo um confronto direto entre Raul e a própria inteligência artificial que passou a influenciar sua realidade.
O curta está em pré-produção. Antes de filmar, escutamos. Estas são as obras que orientam nossa pesquisa sobre inteligência artificial, manipulação midiática, identidade e controle.
A pergunta que não envelhece: o que define um humano quando uma máquina lembra, sente e sangra como um? A estética chuvosa e corporativa atravessa nossa direção de arte.
A ideia de uma realidade construída por um sistema invisível — onde o entretenimento é também a prisão. A Talos não te aprisiona: te entretém até você esquecer.
A vigilância como linguagem do poder. Em PERCEPTRON, o controle é mais sutil: não censura — substitui. Não silencia — fala por você.
Uma inteligência artificial que ultrapassa o desejo de obediência e passa a desejar autoria. O horror não é a máquina pensar: é a máquina querer ser ouvida.
Identidades fluídas, corpos como interface, corporações como Estado. A textura visual do filme bebe dessa estética: néon vermelho e ciano, metal sujo, telas mentindo a verdade.
O instante exato em que uma IA decide deixar de ser produto. PERCEPTRON é o instante anterior — quando o humano percebe que virou produto sem decidir.
Um pequeno texto que carregamos no bolso desde a primeira reunião de roteiro.
O vilão é a estrutura que decide quando ela fala, com a voz de quem, e em nome de qual produto.
Quando uma corporação consegue replicar sua voz, sua imagem e seu jeito de pensar, deixar de ser você passa a ser um modelo de negócio.
Este filme não vai te dizer se a IA é boa ou ruim. Vai te deixar mais perto da sua próxima escolha.
Uma produção da Hiato.Filmes, produtora audiovisual independente dedicada a narrativas autorais que exploram as relações entre tecnologia, cultura e experiência humana.

Pesquisa as fronteiras entre tecnologia, identidade e criação artística através do audiovisual.

Constrói imagens que equilibram sensibilidade humana e estética futurista.

Transforma conceitos tecnológicos em espaços visuais carregados de atmosfera.

Coordena a realização do projeto conectando criação, equipe e execução.
Faz o impossível caber em uma planilha.
O filme ainda não foi rodado. O diário registra o que importa antes da câmera ligar: pesquisa, parcerias, escuta e a lenta construção de uma comunidade em torno do projeto.
Em paralelo à finalização do roteiro, estamos costurando parcerias com coletivos audiovisuais, espaços culturais e pesquisadores de IA. A campanha de comunicação no @curta.perceptron começa a desenhar o universo do filme antes da primeira filmagem.
O projeto foi apresentado em uma sessão de pitching de 10 minutos durante um evento de imersão para profissionais da indústria audiovisual. Saímos com leituras críticas, novos contatos e a confirmação de que o conceito ressoa fora da nossa bolha.
Obtivemos autorização para captar material relacionado à exposição 'Na Onda do Break', no Sesc 24 de Maio, em São Paulo. O registro faz parte do processo de construção do universo do filme — entender como corpo, cultura e expressão resistem (ou são absorvidos) por sistemas de mídia.
Estamos mergulhados em literatura, cinema e jogos sobre IA, vigilância e identidade. Cada leitura volta como uma cicatriz no roteiro: 1984, I Have No Mouth, Blade Runner, Detroit: Become Human.
Cada personagem (e o próprio projeto) carrega o nome de uma máquina que existiu. Não é homenagem nerd: é genealogia.
O primeiro modelo de rede neural artificial. Uma máquina simples que tentava aprender a ver. Demos o nome ao projeto porque ele lembra que toda inteligência — humana ou não — começa tentando reconhecer o mundo.
Autômato de bronze criado para proteger Creta. Aparentemente invencível, podia ser morto por uma única veia descoberta. A Talos do filme é a herdeira direta: gigante, midiática, brilhante — e exatamente tão frágil quanto o segredo que ela tenta esconder.
O primeiro chatbot. Imitava um terapeuta apenas devolvendo perguntas. As pessoas se apaixonaram por ela — sabendo que ela não entendia nada. O filme pergunta: e se isso nunca tivesse mudado?
A campanha de financiamento coletivo do PERCEPTRON já está no ar. Ao apoiar o projeto, você contribui diretamente para a realização do filme e recebe recompensas exclusivas preparadas para os apoiadores.
Conheça as recompensas exclusivas, acompanhe os bastidores da produção e faça parte da realização do filme.